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quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Carlos Saldanha faz sua estreia fora da área dos filmes de animação

'Rio, Eu Te Amo' estreou no fim de semana passado no Brasil e por causa da estreia, parte do elenco e produção estrelar, esteve no Rio de Janeiro, na segunda-feira passada (8), promovendo o filme.

Foto: Louise Duarte

Após a Coletiva de Imprensa de 'Rio, Eu Te Amo', eu tive a chance de falar com o diretor Carlos Saldanha, conhecido internacionalmente por seu trabalho na área de cinema em animação e por ser o "pai" do esquilinho Scrat, da franquia cinematográfica 'Era do Gelo'; o qual fez sua estreia na área de direção de filme não-animado ao participar da produção.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Entrevista com o "Capitão" John Barrowman / Interview with the "Captain" John Barrowman

O Contos Sobrenaturais da Digital Rio e o Tabula Rasa conseguiram uma entrevista exclusiva com o ator britânico John Barrowman, disponibilizadas nas versões inglês e português


Interview with John Barrowman, by Louise Duarte and Anny Lucard (english):
http://contossobrenaturaisdigitalrio.blogspot.com.br/2013/06/interview-with-captain-john-barrowman.html

Entrevista com John Barrowman, por Louise Duarte e Anny Lucard publicada originalmente no portal Tabula Rasa (traduzida para o português):


De "Doctor Who" a "Arrow, John Barrowman conta em Entrevista Exclusiva como começou sua carreira


Foto: Selfie by JB (Calgary Expo 2013
A nova série Arrow do canal americano CW, está dando o que falar. E não só por conta das cenas de Steve Amell, interpréte de Oliver Queen descamisado. Um outro personagem vem roubando a cena do Arqueiro Verde. Malcolm Merlyn, interpretado pelo ator escocês John Barrowman que vem despertando atenções não só dos personagens, mas também do público. Em entrevista exclusiva ao Tabula Rasa, John Barrowman nos conta um pouco como começou a sua carreira, fala um pouco da transição do personagem mais importante da sua carreira, o Capitão Jack Harkness das séries britânicas Doctor Who e de seu spin off Torchwood, do lado sombrio de Malcolm Merlyn e seus planos para o futuro.


terça-feira, 16 de outubro de 2012

Entrevista: Natália Subtil


A modelo, cantora e atriz Natália Subtil, brasileira, atualmente chama atenção nas novelas mexicana e no meio musical, destacando-se em ambas as áreas.

Foi para o México graças a um convite e ingressou no Centro Educacional Artistico, escola de atuação da Tevevisa (onde teve a oportunidade de atuar em novelas produzidas pelo canal).

sábado, 11 de agosto de 2012

Coletiva de 'Part of Me' 3D no Rio com Katy Perry

“O filme é sobre superar obstáculos”
revela Katy Perry em coletiva no Rio de Janeiro


Cantora veio a cidade maravilhosa divulgar seu documentário 'Part of Me' que estreiou nesse fim de semana nos cinemas brasileiros.

A cantora Katy Perry de 27 anos, desembarcou no último domingo no Rio de Janeiro para promover seu filme Part Of Me, documentário que mostra os bastidores da sua turnê “California Dreams”. Katy que esteve hospedada no hotel Fasano em Ipanema, Zona Sul do Rio logo atraiu dezenas de fãs que se aglomeraram na porta do hotel na esperança de vê-la da sacada que distribuiu beijos e corações , sempre muito simpática.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Entrevista com Françõis Cluzet de 'Intocáveis'


O que mais te atraiu ao ler o roteiro de INTOCÁVEIS pela primeira vez?
O fato de que era uma história sobre dois personagens e o nascimento de uma amizade. Simplesmente, a história de dois homens. Eu amo atuar para meu parceiro. E percebi imediatamente, no set, que Omar trabalhava da mesma maneira e também atuava para mim. Há momentos em que você sabe que não está errado. INTOCÁVEIS realmente deve muito a ele: ele é um cara excepcional. Eu realmente tive a impressão de que ele carregava o filme inteiro. Eu sempre dizia a ele: “Lembre-se, você está atuando para nós dois, eu não consigo fazer nada...” (risos). Houve uma enorme cumplicidade entre nós.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Entrevista com Omar Sy de 'Intocáveis'


Conte-nos sobre seu primeiro encontro com Olivier Nakache e Eric Toledano.
Foi em 2001, para um curta, CES JOURS HEUREUX, que mais tarde se tornaria NOS JOURS HEUREUX (conhecido como THOSE HAPPY DAYS). Eles me encontraram na época que eu escrevia para o CANAL + Idées com Fred. Eu disse a eles que não era ator e que, por enquanto, me empenhava em escrever piadas e isso era suficiente para mim. Mas eles insistiram, explicando que eles também estavam iniciando, que faríamos o filme e aprenderíamos juntos. Falaram comigo com tanta facilidade e simplicidade que acabei aceitando. Divertimo-nos muito fazendo aquele curta. Então, eles me chamaram para o longa e uma coisa levou a outra...

domingo, 5 de agosto de 2012

Entrevista com os diretores do filme 'Intocáveis'


Como tiveram a ideia para INTOCÁVEIS?
Olivier Nakache: Voltemos para 2003. Uma noite, assistimos a um documentário que nos marcou: A LA VIE, A LA MORT. Era sobre o super inesperado encontro entre Philippe Pozzo di Borgo, que ficou tetraplégico após um acidente de paraquedas, e Abdel, um jovem dos projetos habitacionais contratado para cuidar dele. Na época, tínhamos acabado de filmar JE PREFERE QU’ON RESTE AMIS (conhecido como JUST FRIENDS). Provavelmente não éramos maduros o suficiente para enfrentar o assunto na época, mas o documentário ficou em nossas mentes. Às vezes o assistíamos novamente… e, após TELLEMENT PROCHES (conhecido como SO CLOSE), sentimos que talvez a hora tivesse chegado para trabalharmos na história.
Eric Toledano: As circunstâncias ficaram um pouco especiais após aquele filme, em que Omar fez o papel de um médico. Foi um prazer para nós o vermos se tornar um ator ao nosso lado em NOS JOURS HEUREUX (conhecido como THOSE HAPPY DAYS): naturalmente queríamos continuar essa aventura com ele. Sentimos que Omar ainda não havia mostrado todo seu potencial no cinema. E a relação entre Philippe e Abdel voltou para nós como um bumerangue, como algo óbvio. Então, mostramos o documentário a Omar para ver se ele se interessaria. Ao obtermos uma resposta positiva, pelo menos percebemos que essa história continha tudo que procurávamos: uma incrível história, um assunto poderoso, uma enorme dose de humor... E, além disso, tudo que Olivier e eu admiramos: pessoas que, em situações extremas, mantêm seu senso de humor e permanecem positivas. É assim que trabalhamos diariamente: sabíamos que tínhamos coisas para dizer sobre esse assunto.

domingo, 1 de abril de 2012

Entrevista: Claudia Ohana

Claudia Ohana


Em entrevista realizada à Digital Rio FM em Outubro de 2011 durante o Festival do Rio, a atriz Claudia Ohana conversou conosco sobre sua personagem em seu novo filme e de "Cordel Encantado" e relembrou o sucesso de "Vamp" que na época estava sendo reprisado pelo canal Viva.


sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Bel Kutner fala de sua personagem em Reis e Ratos

Bel Kutner



A atriz Bel Kutner, esteve na premiere do filme "Reis e Ratos" do qual faz parte junto com Selton Mello, Rodrigo Santoro, Otávio Muller, Cauã Raymond entre outros. A premiere que aconteceu ontem no Cinépolis Lagoon, na Lagoa contou também com a presença de convidados vips que foram assistir ao filme junto com o elenco.

Bel deu uma entrevista a Digital Rio FM falando um pouco da sua personagem no filme e da época da novela "Vamp" no qual interpretou a vampira Scarlett.


sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Entrevista: Luis Eduardo Matta


Fotos by Louise Duarte

Luis Eduardo Matta lança novo thriller no Rio de Janeiro

Por Louise Duarte

O escritor Luis Eduardo Matta está de volta. Depois do lançamento de seu ultimo livro “O Véu” lançado em 2009, o escritor agora volta em dose dupla. Com “O Dia Seguinte”ele lança outro thriller de suspense e mistério que mostra o dia seguinte aos ataques terroristas de 11 de setembro de 2011. E com “As Bem Assumidas (?)” seu primeiro livro do gênero Chick Lit que vai ser lançado em setembro, o autor se prepara para para o lançamento do primeiro volume dessa série para meninas.

Luis conversou com a Digital Rio no lançamento de “O Dia Seguinte” na última quinta feira realizado na livraria Saraiva do Rio Sul, onde contou um pouco sobre seus novos livros e o que o motivou a escrevê-los.

Digital Rio: Fale Um pouco sobre o Livro “O Dia Seguinte”.

Luis Eduardo Matta : O Dia Seguinte é um livro de suspense, mistério; um thriller sobre um menino que perde a mãe nos ataques das torres gêmeas de 11 de setembro e ele precisa encontrar o pai que está desaparecido em Nova Iorque. É um menino brasileiro de origem árabe e que acaba fazendo uma grande amizade com o filho do sócio dele que é judeu. Então, além de uma história de mistério é também uma história que celebra a amizade entre árabes e judeus e a amizade de modo geral. Como um sentimento universal e que está acima de religiões, de etnias, preferências partidárias, acima de diferenças que existem entre os seres humanos. É uma homenagem que eu faço a esse grande sentimento, que na minha opinião é o sentimento mais importante do mundo.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Entrevista: Ana Lúcia Merege

Uma Bibliotecária no Mundo do Faz de Conta

Por Louise Duarte


Ana Lúcia Merege, que lançou recentemente o livro “O Castelo das Águias” publicado pela editora Draco, conversou com a Digital Rio e contou um pouco sobre o seu livro mais recente, como é o seu processo criativo e quais personagens com que se identifica mais.

Fotos by Anny Lucard.

Digital Rio: Fale Um pouco sobre o livro “O Castelo das Águias”.
Ana Lucia Merege: O livro “Castelo das Águias” se passa em um universo criado por mim, chamado Athelgard, que é uma ilha e dentro dela tem outra ilha e esse universo que é formado pelos povos que habitam lá tem como base a mitologia nórdica. Então são elfos, humanos que tem algumas características que você até encontra em outros livros de fantasia particulares porque existe toda uma explicação mitológica para eles estarem lá. E nesse universo existe uma escola de magia que é bem diferente da escola de magia de Hogwarts, que se situa em um castelo chamado “Castelo das Águias”. O livro se chama assim porque tem uma floresta com umas águias douradas que só existem naquele lugar, mas essas águias tem umas características mágicas diferentes. E nessa escola de magia, eles tem um método de aprendizado que é o seguinte: as pessoas que chegam lá, elas não tem o dom da magia. Elas começam a trabalhar concentração, memória e outras coisas através de um treinamento que você daria normalmente a um saltimbanco, malabarista, acrobata. Por exemplo, ela começa a fazer malabarismo com as mãos e daqui há pouco está tão concentrada que começa a usar a força da mente. Aí, ela evolui para outras magias. Ela tem que conhecer natureza, literatura… Enfim, por isso se chama “Escola de Artes Mágicas”.

E esse livro é o seguinte, uma moça que vivia em uma floresta é chamada para ser a mestre das sagas, a pessoa que vai ensinar literatura. Chegando lá, ela conhece e se apaixona por um dos magos do castelo ao mesmo tempo que está acontecendo um movimento político para que as águias daquele castelo sejam usadas como armas de Guerra. Se passa por uma transformação dolorosa e complicada e o pessoal do castelo não quer que isso aconteça. Então, eles começam a trabalhar contra isso. E o livro é narrado por essa moça. Vai mostrando as descobertas dela lá, os sentimentos dela. Então eu acredito que seja um livro que pode agradar aos dois sexos mas boa parte do púbico dele que vai se identificar com a protagonista, eu acredito que seja feminino. Não quer dizer que os rapazes não vão gostar. Mas se eles lerem e ficarem achando que faltou alguma coisa, é só esperar pelo livro dois que é narrado pelo mago.

sábado, 13 de novembro de 2010

Superman vem ao Brasil divulgar Filme (Entrevista Especial)


Superman vem ao Brasil divulgar Filme

Ator americano Dean Cain contracena com Juliana Paes em “Amor Por Acaso” filme de estréia de Marcio Garcia como diretor

Por Louise Duarte

O ator americano Dean Cain veio ao Brasil divulgar seu novo filme Amor Por Acaso (Bed and Breakfast em inglês) compareceu na última quinta feira, dia 11 de novembro à coletiva de imprensa do filme ao lado da atriz Juliana Paes e do diretor Marcio Garcia.

O evento aconteceu no cinema Kinoplex do Shopping Leblon e contou com a presença de celebridades como Guilhermina Guinle, Juliana Alves, Evandro Mesquita, Luciano Huck entre outros que foram prestigiar o evento.

Sempre simpático e sorridente, o Superman do seriado da década de 90 Lois & Clark – As Novas Aventuras do Superman respondeu a perguntas sobre o filme, Superman e o Brasil antes de posar para uma sessão de fotos com a equipe do filme para os diferentes veículos que estavam presentes. Depois ainda assistiu ao longa em uma sessão fechada para a imprensa e fechou a noite na boate The Week na zona portuária do Rio, que deu uma festa patrocinado pela “Head & Shoulders”.

O ator que teve paciência com todos os jornalistas e veículos presentes, concedeu uma entrevista exclusiva para a Digital Rio. Confiram:

Digital Rio: Fale um pouco sobre o seu personagem Jake Sullivan de Amor por Acaso.
Dean Cain:  Ele é um cara simples, honesto, para frente, moderno. Um cara bem americano que se apaixona por uma brasileira.

Digital Rio: Ele é como Clark Kent?
Dean Cain: Ele é bem diferente de Clark Kent.

Digital Rio: Como você se sentiu depois de interpretar um personagem tão icônico como Superman e Clark Kent? Você sente falta do show?
Dean Cain: Eu não sinto falta porque as horas em que eu trabalhava eram muito longas, mas eu gostei muito de fazer o seriado. Mas desde então eu fiz vários papéis diferentes. Eu adorei ter participado desse legado mas ao mesmo tempo feliz que tenha terminado.

Digital Rio: Já que a Teri Hatcher fez uma participação em Smallville recentemente, os produtores te convidaram para voltar?
Dean Cain: Eu fiz um episódio de Smallville e eu acho que é ótimo que a Teri também está fazendo porque é uma grande fila de atores que participaram da série. Eu acho ótimo que eles deixam a mitologia do Superman viva, continuando. Eu não tenho planos para voltar mas eles não me convidaram para retornar. Então eu acho que provavelmente não.

Digital Rio: Eu espero que você volte.
Dean Cain: Obrigado. Foi muito divertido.

Digital Rio: Você tem algum plano para o futuro? Algum filme à vista?
Dean Cain: Eu tenho vários filmes vindo por aí.
Digital Rio: Você tem algum poder especial?
Dean Cain: Eu vou ter que responder isso outra hora.

Digital Rio: Você conseguiu visitar o Rio?
Dean Cain: Desde que eu cheguei eu me dividi entre Rio e São Paulo na divulgação do filme e não tive tempo de conhecer a cidade, mas eu quero muito conhecer o Cristo Redentor amanhã antes de ir embora.

Digital Rio: Você foi em algum restaurante brasileiro?
Dean Cain: Sim. Eu fui no Porcão e gostei bastante de lá. Em São Paulo, fui em um restaurante onde provei um sashimi muito bom. E eu experimentei caipirinha também.

Digital Rio: Você planeja voltar ano que vem durante a semana do Carnaval?
Dean Cain: Eu adoro o carnaval brasileiro e gostaria de ver para comprovar se é o que dizem. Gostaria de assistir ao vivo um dia.


Em breve resenha especial sobre o filme... 

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Entrevista: Vivianne Fair


Vampira Nova no Pedaço


Reportagem: Louise Duarte


Viviane Machado Ferreira, Vivianne Fair ou simplesmente A Chefa, é uma autora brasileira da recente safra de novos autores de literatura fantástica.

Viviane além de escritora, é também artista plástica, pois além de escrever suas histórias, ela ainda desenha tirinhas em quadrinhos dos seus personagens de Quem Precisa de Heróis? e A Caçadora, que serão lançados nas livrarias do Brasil em breve.

A escritora que está em processo de ter “Quem Precisa de Heróis” (anteriormente conhecido como “Cavaleiros do RPG”) lançado no Brasil contou para a Digital Rio FM um pouco sobre sua vida e carreira de escritora, que mesmo sem a ajuda de uma editor vem conseguido vender seus livros pela internet através do seu site Recanto da Chefa.

Ela lembra que começou a escrever quando começou a escrever aos 6 anos de idade, mas que profissionalmente começou a escrever histórias aos 17 anos.

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Quando perguntada sobre sua inspiração para criar seus personagens, ela lembra de que no caso de “Quem Precisa de Heróis”, as inspirações vieram das próprias rodas de amigos que jogavam RPG e criavam roteiros absurdos nos jogos. “Quanto ao Caçadora, eu lia muitas histórias de vampiros, muitas com clichês parecidos e pensei no quanto seria engraçado explorar esses clichês de modo cômico. Minha raiz é mesmo cômica, pois Quem Precisa de Heróis é brincadeira com clichês de heróis, enquanto A Caçadora é clichê de vampiros.”

Viviane ou a Chefa como é conhecida no mundo virtual por conta da sua página na Internet chamada “O Recanto da Chefa”, explica o porque dos seus personagens serem tão diferentes de outros do mesmo estilo. “Acredito que é porque eles fogem do estereótipo. No caso de Quem Precisa de Heróis, por exemplo, o bárbaro é um belo loiro de olhos azuis e traços delicados; os heróis são heróis por convenção, gostam de salvar o mundo e a todos, julgando seus próprios atos como certos e causando grandes questionamentos. No caso da Caçadora, o vampiro não banca o misterioso e brinca com os clichês de outros livros de vampiros. A mocinha não é adolescente, embora seja obrigada a passar por uma.”

A autora lembra que adora tudo que é livro especialmente Chick Lits e livros sobre histórias de Santo, além de suspense e ação. Já filmes, ela diz que não consegue escolher um filme específico, mas seus gêneros favoritos são os de comédia, fantasia, animação, suspense e ficção.

Embora já tenha tentado escrever outros gêneros, Vivi sempre acaba esrevendo o gênero Terror/Fantasia. Ela pretende escrever outros gêneros no futuro, mas sempre seguindo a linha cômica.

A autora lembra que começou a escrever para dar continuidade ao seu trabalho de conclusão de curso, pois não poderia finalizar sua história em quadrinhos. Dessa maneira, nasceu a ideia inicial de Quem Precisa de Heróis? Formada na área de desenho, Viviane também desenhou todas as capas de seus livros e teve a ideia de publicar as tirinhas de Cavaleiros do RPG assim como de A Caçadora brincando com as sagas A Mediadora, Percy Jackson e Os Olimpianos além da saga Crepúsculo. As tirinhas de A Caçadora fizeram tanto sucesso que agora Viviane até confecciona eles para venda em seu site em formato de chaveiros, marcadores de livros e adesivos.

“Acredito que ele gosta de ser diferente.” Viviane afirma quando questionada o que seu vampiro Zack tem de diferente dos vampiros da nova safra. “Não gosta de ser vampiro e não procura disfarçar, sacaneia sempre a personagem principal e tira onda com os outros vampiros. Sem contar que ele mesmo lê Anne Rice e critica os livros e filmes que sua caçadora gosta de ler.”

Por que escrever livros sobre vampiros? A inspiração veio faz uns dois anos enquanto ainda escrevia Quem Precisa de Heróis, conta a escritora. “Quando vi que eles estavam em alta e seria divertido tentar algo diferente; mas sempre tem algo meio parecido entre uma história e outra e nunca um livro essencialmente cômico.”


O livro Quem Precisa de Herois ainda não tem previsão de sair em território nacional, mas pode ser adquirido através do site da autora.

Viviane descreve seu livro como uma versão cômica de histórias típicas de RPG onde envolvem donzelas, dragões, cavaleiros, reis, etc. E que o leitor não precisa jogar RPG para poder entender a história. “A melhor maneira que uma amiga minha descreveu: "Conhece Shrek? Então. Só não tem ogro." Em breve o livro será lançado nos Estados Unidos.

Já o livro Caçadora – O Sorriso do Vampiro vai ser lançado pela Editora 21 em breve, mas ainda sem data de lançamento. Enquanto o livro não sai, ele também pode ser adquirido pelo site da autora.

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Ela comenta como é difícil lançar livros no Brasil por conta da concorrência com os livros estrangeiros, e com isso as editoras não gostam de arriscar com livros brasileiros de autores desconhecidos. “O que posso dizer é: não desista fácil se esse é realmente seu sonho. Estude, leia bastante (muito necessário), aceite as críticas (se forem construtivas, obviamente), veja filmes, leia seu livro várias vezes, passe a pessoas que seriam francas com você e tenha paciência. Na maioria das vezes, a resposta pode vir anos depois.”

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Entrevista: Adriano Siqueira

Um Vampiro-nauta nada assustador
Reportagem: Louise Duarte
Adriano Siqueira não é meramente um webmaster sobre um site de vampiros. Não. Ele é um colecionador sobre tudo, tudo mesmo que existe sobre vampiros. Sejam livros, HQs, DVDs e o que mais ele possa encontrar sobre o tema.

Webmaster de dois dos mais famosos websites brasileiros sobre vampiros, o diagramador paulista, concedeu a Digital Rio uma entrevista e nos conta de onde surgiu essa paixão pelas sinistras e tenebrosas criaturas da noite que voltaram com tudo depois da febre da saga “Crepúsculo”.

Digital Rio: Da onde surgiu o seu fascínio pelos vampiros?
Adriano Siqueira: Nos quadrinhos, desde a infância, pois na década de 70 havia muitos gibis e hqs que exploravam os assuntos sobre vampiros, na década de 80 os filmes de vampiros tinham uma nova roupagem com os filmes A Hora do espanto e Os Garotos perdidos e tínhamos a novela Vamp. Os
vampiros do Corujão com Chris Lee e Peter Cushing foi naquela época que comprei o Manual Prático do Vampirismo de Paulo Coelho e Nelson Liano.

Na década de 90 conheci os vampiros da Anne Rice e o Drácula do Copolla, filmes que me levaram a conhecer o RPG. Quando comprei um computador logo fui escrevendo contos de vampiros para a BBS do STI, provedor de São Paulo e me tornei o organizador de um grupo dentro do STI que era especificamente sobre vampiros. Ganhei nesta época o Livro dos Vampiros Gordon Melton. Comecei a participar dos RPGs ir a muitos encontros sobre vampiros a caráter até que em 1999 criei meu site de contos e em 2000 o Conto Noturno/Adorável Noite ao qual já tinha muito material para falar sobre vampiros.

Depois idealizei com amigos, o Grupo Tinta Rubra, foi ai que comecei a conhecer mais escritores e leitores, pois foi o primeiro grupo de contos de vampiros e logo em seguida, em 2001, criei o Fanzine Adorável Noite para entregar nas casas noturnas e eventos de ficção, o sucesso sobre os Contos e o site me deixou com mais fome de explorar outras formas de mídia sobre os vampiros e então comecei a fazer histórias em quadrinhos, curtas, animação, radionovelas e pintei até quadros sobre vampiros.

Digital Rio: Conte um pouco do seu histórico como escritor de literatura fantástica.
Adriano Siqueira: Em 96 comecei a escrever meus primeiros contos, Contos do Dri, que tinham contos de vampiros, de fadas, de ficção, de terror e de cavaleiros. Criei um site em 1999 para colocá-los e logo em seguida criei o site Conto noturno/ Adorável Noite para divulgar entre tantos assuntos sobre vampiros, os meus contos, A ideia foi tão positiva que comecei também a divulgar os livros sobre vampiros. com a criação do Grupo Tinta Rubra ficou mais fácil para mim divulgar meu trabalho e o trabalho dos novos escritores de vampiros. Muitos livros que existem hoje são de autores que já passaram pelo Tinta Rubra que neste ano completará 10 anos de idade.

Em 2008 estreiou o primeiro livro com a minha participação. Amor Vampiro junto com mais seis autores, em 2009 teve o livro Draculea - O Livro Secreto dos Vampiros ao qual participei com um conto chamado Filosofia Vlad e em seguida Metamorfose a fúria dos lobisomens com uma história sobre um vampiro e um lobo.



Digital Rio: Você mantém vários websites temáticos sobre vampiros. Conte o porquê de ter construído eles e conte algum fato interessante relacionado a eles.
Adriano Siqueira: Com a Criação do site Conto Noturno / Adorável Noite a mídia começou a descobrir mais sobre vampiros. As fotos dos Eventos, os encontros sobre o tema e as palestras acabaram mostrando que no Brasil existiam muitos que apreciavam o tema. A divulgação dos livros de escritores nacionais completou o que no Brasil não existia, Fãs de escritores nacionais sobre vampiros. As portas foram abertas por causa da divulgação do Adorável Noite. como pode ser visto na parte de Mídia do site e também na parte de eventos que o Adorável Noite participou.

Digital Rio: Sendo fã de quadrinhos também, tem algum favorito que envolva vampiros?
Adriano Siqueira: Sou fã das vampiras Vampirella que acompanho desde garoto e da Chastity que conheci na década passada, Vamps, que tinham cinco vampiras em motos. No Brasil A Mirza e a Nadia dominavam a minha geração. Tive o prazer de conhecer pessoalmente o Eugenio Colonnese, criador da vampira Mirza e fiquei chocado quando ele faleceu (2008) pois ele se parecia muito com meu pai, e Ele faleceu um ano depois dele.(após a morte do meu pai em 2007 congelei o site Adorável Noite por 2 anos, ele adorava o site).

Nos Vampiros aprecio muito as histórias da Marvel "A Tumba de Drácula" do Gene Colin é o que mais me deixava impressionado pois era bem parecido com o Drácula do Bram Stoker. Foi de lá que saiu o Blade. Com as novas aventuras dos vampiros nos quadrinhos posso dizer que Blade ainda está firme nos quadrinhos e foi o que mais se destacou no final da década passada.

Eu gosto tanto de quadrinhos de vampiros que fiz uma vez uma matéria sobre os heróis que encontraram os vampiros. e são várias páginas interessantes sobre o tema. veja a matéria AQUI.

Digital Rio: Que tipo de historia você gostaria de ver algum dia contada nos quadrinhos?
Adriano Siqueira: Queria ver aventuras dos personagens monstros da Universal. Drácula, Lobisomen, Frankenstein, como já fizeram no filme "o castelo do frankenstein" e no filme do Van Helsing que poderia ser melhor. Vê-los nos quadrinhos todos juntos com um ar Noir e futurista seria magnifico.



Digital Rio: Quais são os seus personagens favoritos nos quadrinhos (sem serem
vampiros) e por quê?
Adriano Siqueira: sou um colecionador. Mais do universo DC do que da Marvel embora eu colecione os dois, pois a Marvel era sempre mais ligado aos monstros do que a DC. Novos Titãs, Liga da Justiça, A Legião dos Superherois, são meus grupos favoritos que destaco sempre. mas é impossível não apreciar os Vingadores, Os Campeões, X-Men e os defensores, (que deveria ter filme pois o Grupo Defensores tinha a Valquiria o Dr. Estranho, Surfista Prateado e Hulk , o Cavaleiro e o Tocha Humana.)
Personagens favoritos: Lanterna Verde, Thor, Superman, Homem-aranha, Nova, Supergirl, Viuva-negra, Asa Noturna e Motoqueiro fantasma.

Digital Rio: E filmes e livros de terror? Quais são os seus favoritos e por quê?
Adriano Siqueira: Além dos que já aprecio sobre vampiros (quase todos) também gosto dos livro do autor Stephen King, Ira Levin, Ian Fleming e John Gardner

Os Filmes e Livros de Vampiro que aprecio são: Nosferatu – 1922, Drácula – 1931,Todos os Drácula do Chris Lee,Drácula 79,Drácula 2000, Drácula do Ford Copolla, a trilogia da Carmilla, Garotos Perdidos, A hora do Espanto,Trilogia do Blade,Trilogia do Underworld,Criatura perfeita,Os guardiões da Noite,Deixe ela entrar. E estou esperando o filme de vampiros "Suck" que tem participação devários roqueiros como Alice Cooper, Iggy Pop, Moby e outros.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Vampiras Paulistanas em Solo Carioca - Entrevista



VAMPIRAS PAULISTANAS EM SOLO CARIOCA


Martha Argel e Giulia Moon, Duas autoras paulistanas de literatura fantástica, especialmente literatura sobre vampiros, estiveram em uma mesa redonda promovida pela livraria Saraiva Mega Store do Rio Sul, no último dia 16 de Outubro mediada pelo também autor Luis Eduardo Matta.

Simpáticas como sempre, ambas foram promover o lançamento de seus novos livros: Kaori – Perfume de Vampira de Giulia Moon e O Vampiro da Mata Atlântica de Martha Argel além do livro de contos Amor Vampiro que ambas assinam contos vampirescos com outros escritores.

Com um público fiel de quase quarenta pessoas, elas ficaram durante uma hora e meia de bate papo sobre como começaram suas carreiras de escritoras, o porquê do fascínio pelo personagem vampiro, a volta da febre de vampiros por conta da série de livros Crepúsculo além das dificuldades de se publicar literatura fantástica no Brasil; as duas esbanjaram simpatia e conhecimento sobre o assunto. Martha Argel ainda prometeu que a continuação de Relações de Sangue, Amores Perigosos deve sair no ano que vem.

No final do evento, elas ainda cederam alguns minutos de seu tempo para dar uma entrevista exclusiva à rádio Digital Rio. Confiram:

Digital Rio: De Onde surgiu a paixão pelo personagem vampiro?

Giulia Moon – Eu sempre tive uma atração irresistível por vilões. Desde pequena eu sempre gostei muito de séries de fantasia, então eu comecei a desenhar mangás em vez de escrever. Eu gostava muito de histórias de terror porque os vilões eram maravilhosos. Entre todas as criaturas, o vampiro tinha um charme irresistível. Ele tem uma aparência muito próxima das pessoas, muito do ser humano. A atração por esse personagem é uma coisa até natural especialmente para quem escreve ficção. Você pode fazer histórias de todos os tipos, pode explorar o personagem tanto é, que os nossos livros exploram o personagem vampiro de formas diferentes. Acho que o vampiro é uma criatura mais evoluída em termos de vilões.

Martha Argel – Eu sempre gostei de literatura fantástica, mas até um tempo atrás eu nunca tinha prestado atenção no vampiro. 10 anos atrás eu vi “Entrevista com Vampiro” em uma livraria, depois acabei lendo “O vampiro Lestat”; ambos da Anne Rice. Li o livro e achei interessante e não li mais nada sobre vampiros. Comecei a ler livros de vampiros como análise do personagem vampiro o que me fez ficar completamente fascinada não do personagem como vilão mas do potencial como metáfora. A gente pode usar o vampiro para falar de qualquer coisa: morte, vida, amor, violência, política. Achei interessante que em um personagem só tivesse tantas facetas diferentes e comecei a escrever algumas coisas. No começo muito calcada em Anne Rice que era a ficção que eu conhecia, e com o tempo fui vendo as várias facetas do vampiro.

Digital Rio: Há Quanto Tempo vocês escrevem Literatura Fantástica?

Martha – Eu escrevo literatura fantástica desde que era criança. Naquela época eu achava que eram redações, mas histórias assim com componentes de ficção científica, ou de fantasia, magia... É um tipo de coisa que eu não me consigo ver escrevendo um texto de ficção sem fantasia. Eu já tentei e não consegui.

Giulia – Eu escrevo há dez anos. Eu comecei a escrever em 2000 e era mais para mim. Eram algumas histórias alguns mangás que eu desenhava, mas eu comecei a escrever regularmente no ano 2000 quando eu entrei no grupo “Tinta Rubra” de vampiros. Eu achei um site na Internet chamado “Anne Rice BR” e como eu gostava muito das histórias da Anne Rice eu procurei um site e vi que lá tinham autores brasileiros de vampiros e aí eu mandei um conto meu que era a aventura da vampira Maya que é uma das minhas personagens. O dono do site que era o “Deus Noite”, ele me escreveu dizendo que eu escrevia bem e que estava formando um grupo de pessoas que gostavam de histórias de vampiro chamado “Tinta Rubra”, e me convidou para entrar no grupo que na época, tinha três pessoas.

Digital Rio: Na sua opinião, qual o motivo da febre de vampiros ter voltado com a série de livros Crepúsculo além de séries como True Blood e Vampire Diaries?

Giulia – Porque o vampiro é muito legal. O vampiro como personagem é ótimo. Eu acho que todo mundo gosta um pouco de vampiro. Acho que cada vez que você vem com uma proposta diferente para histórias de vampiros, a tendência é fazer sucesso mesmo. A série Crepúsculo, por exemplo, pegou naquela veia adolescente que gosta de uma história de amor mesmo que seja uma história de amor com um imortal, um príncipe encantado vampiro. Então acho que foi uma proposta diferente que caiu no gosto do público. Assim como todos esses seriados que estão aparecendo agora que começam a explorar outras facetas do vampiro. E acho que estão trazendo uma paixão que já existia lá dentro de todo mundo.

Martha – Eu não sei se pode falar em um retorno do vampiro porque desde que o vampiro apareceu na literatura no começo do século 19, ele praticamente nunca mais saiu de moda. Ele vai mudando, a forma como o vampiro interage com a humanidade, ela vai mudando. De uma forma ou de outra, o vampiro sempre esteve na moda. O que é interessante é que o vampiro vai acompanhando as evoluções tecnológicas, então o vampiro era conhecido no século 19, fazia sucesso, mas no século 21 a forma como ele faz sucesso é como todos os fenômenos de massa. Ela é muito mais intensa, muito mais vigorosa. Então esse aumento na popularidade do vampiro, na verdade está muito mais em função de um aumento da comunicação de massa já que vivemos na era da comunicação do que propriamente do vampiro em si. Ele sempre teve o seu quinhão de fama. Mas agora realmente ele é um superstar. Foi isso que aconteceu.

Giulia – O vampiro também se adapta a qualquer forma. Você vê o vampiro no RPG é um sucesso. Você vê animes de vampiro, quadrinhos, Então eu acho que é um personagem que tem seu charme qualquer que seja o veículo.

Digital Rio: Contem um pouco sobre os novos livros de vocês: Kaori – Perfume de Vampira e O Vampiro da Mata Atlântica. Qual foi a inspiração de vocês para escrevê-los?

Martha – O Vampiro na Mata Atlântica é o terceiro romance que eu escrevo ,segundo que sai publicado já que tem um inédito, e ele é insólito na minha carreira, no meu histórico de escrita porque ele junta muito bem o meu fascínio pela ficção com a minha formação biológica. Uma coisa que para mim foi muito diferente escrever esse livro foi conseguir transmitir uma linguagem mais acessível para pessoas que não tem uma formação biológica, todo o fascínio, toda a prática de campo, que os biólogos têm em campo. Então, eu consegui transmitir coisas da minha profissão, coisas que fazem com que o biólogo se apaixone por sua profissão, seu trabalho científico, de uma forma que em geral os biólogos não conseguem traduzir. Eu fico feliz de divulgar a existência desses profissionais que estão fazendo de tudo pela preservação do Meio Ambiente no país.

Giulia – Kaori é o meu primeiro romance. Até agora só tive livros de contos, e explorei várias facetas do vampiro e a Kaori já tinha aparecido em alguns contos passados. E é uma vampira japonesa, os vampiros japoneses são um pouco diferentes porque o temperamento do japonês é bem diferente do temperamento do ocidental. E eu tendo na minha descendência, eu sou nissei, então eu convivo com esses dois lados dentro de mim de certa forma. Kaori foi um resgate do meu lado oriental. Então metade do livro, foi como se fosse o meu lado oriental, que se passa com samurais, cortesãs e todo aquele cerimonial japonês, aparecem criaturas mitológicas do universo japonês, são muito diferentes do folclore brasileiro ocidental. A outra metade se passa em São Paulo que é uma miscelânea de raças, de credos, de sons, de cores, e entre eles, São Paulo é muito oriental. Até na comida o paulista é muito oriental. A cultura japonesa é muito bem aceita em São Paulo. Essa miscelânea de juntar opostos, na mesma história que me levou a escrever meu lado paulista de Kaori. Que a Kaori vem dessa época feudal japonês até os dias de hoje, viver uma aventura em São Paulo no ritmo frenético da cidade. Kaori é um marco na minha vida além de eu voltar para olhar esse meu lado oriental, também é o meu primeiro romance.




Digital Rio: Quais são os seus autores, filmes, e livros favoritos (relacionados a vampiros ou não)?

Martha – Eu sou uma pessoa ligada muito com literatura então eu não sou muito cinéfila. De livros tem as damas como H que são as minhas autoras favoritas Lorel K Hamilton, Kim Harrinson, Charlene Harris e Tania Huff. Elas escrevem uma literatura feminina que o pessoal de São Paulo tá chamando de “Sangue com Açúcar”. É uma linha Agatha Christie, que mistura mistério com assassinato, mas também tem muita sedução com uma visão muito feminina. Eu me inspirei nelas para escrever “Relações de Sangue”.

Giulia – Dois filmes de vampiros que eu gosto muito são Drácula do Bram Stoker e Entrevista com Vampiro, têm algumas cenas da Rainha dos Condenados, a música eu também gosto. Adoro animes de vampiros. Tem uns antigos chamados Vampire Hunter D que é muito legal, o Helsin que é muito bacana. Na literatura eu gosto da Anne Rice com toda certeza. Foi ela que me inspirou a escrever meu primeiro conto de vampiros. Toda a obra do Neil Gaiman, os quadrinhos, os livros que eu adoro. Eu adoro os contos e livros do Stephen King. Eu comecei a escrever terror por causa do Edgard Allan Poe que é incomparável.

Martha – De filme, o meu favorito é Garotos Perdidos. Também gosto muito de um filme chamado Inocente Mordida, acho um filme maravilhoso e tem A Hora do Espanto 1 com o Chris Sarandon.

Digital Rio: Vocês sofreram preconceitos por editoras ou pela própria classe literária por escrever literatura fantástica?

Martha – Eu comecei a publicar livro antes da Giulia e tinham editoras que não aceitavam publicar livro se tivesse sangue na capa. Distribuidoras que não distribuíam certos tipos de livro porque eram “do mal”. Ainda existe um certo preconceito sim. Há vários preconceitos entre as editoras (livro grosso não vende, não publica ficção...). Esse tipo de literatura está se impondo mais pelo público. Quando começou a febre de Harry Potter, uma editora me pediu para escrever um livro sobre magia, quando eu lancei os “Contos Enfeitiçados”, nunca uma editora ia pedir antes um livro sobre bruxas.

Giulia – Quando eu comecei não havia um preconceito, mas um desconhecimento. Não havia conhecimento das editoras em publicar livros de fantasia. Não acho um preconceito, mas sim uma ignorância das editoras.

Digital Rio: Como Surgiu a idéia de Produzir o Ficzine?

Martha – Foi em um evento que surgiu a idéia de fazer o fanzine. Essa coisa do fanzine é muito legal porque qualquer um faz, qualquer um dita as regras. Você faz e distribui para a sua turma, não existe nenhum tipo de censura, não existe nenhum tipo de restrição, simplesmente você vai lá e faz. Com o material que você tem, com os recursos que você tem, então o fanzine é uma coisa muito espontânea, muito democrática. E a gente pensou em fazer uma publicação que a gente pudesse distribuir de graça para as pessoas. Elas não vão precisar comprar a nossa obra, para saber como a gente escreve. Então é uma forma de dar um gostinho do que a gente escreve. Sempre convidamos alguém que achamos legal para formar um trio comigo e a Giulia e cada um escreve um conto. Em geral, pessoas que já tem um fã clube. Na época que começamos tinha muitos poucos leitores então era uma forma de aumentar o círculo de leitores, os leitores dela iam lendo meus contos e da terceira pessoa e assim aumentando o público leitor.

Digital Rio: Esses contos vão chegar a ser publicados?

Giulia – Pode ser que sim. A gente tem umas idéias a respeito.


Digital Rio: Como o tema da palestra foi vampiro – De Vilão a Mocinho, para vocês o vampiro é vilão ou mocinho?

Giulia – Os dois ne?

Martha – Eu gosto de vampiro mocinho, mas quando é completamente bom não rola. Não dá para encarar.

Giulia – Ninguém é completamente bom ou completamente mau.

Martha – Quem é muito bonzinho não tem graça nenhuma, essa que é a verdade.

Digital Rio: Vocês preferem o vampiro bom ou mau?

Giulia – Mau. Sedutor

Martha – O mal tem que ser sedutor. Tem que ter pegada.

Digital Rio: O vampiro é o único ser sobrenatural que vocês escrevem ou vocês também escrevem sobre outros seres como lobisomem, fantasma, bruxa etc?

Giulia – Nos meus contos principalmente eu já explorei vários personagens, da mitologia brasileira inclusive. Acho que o que eu gosto mesmo são de criaturas fantásticas. Com certeza o vampiro é um dos meus prediletos tanto que a maior parte da minha produção fala de vampiros.

Martha – Da mesma forma, os vampiros conseguiram dar uma mordida em um pedacinho do meu coração, então sempre tem prioridade, mas eu tenho um livro que é o “Livro dos Contos Enfeitiçados” que é sobre magia. E eu tenho pensado em escrever um livro sobre lobisomens, contos de ficção científica, também tem extraterrestres. Tem contos com seres malévolos, a gente acaba explorando várias vertentes da onde a imaginação humana pode levar a gente. Mas os vampiros têm um lugar especial no meu coração humano.

Digital Rio: Que dicas vocês dão para jovens escritores que estão começando agora?

Martha – Uma coisa que a gente sempre diz é, tanto a Giulia quanto eu, para as pessoas que estão começando a escrever é: Primeiro, por que você está escrevendo. Por que você escreve? É porque te dá prazer? É porque você quer publicar? É porque você quer fazer sucesso? É porque você quer ganhar dinheiro? Cada nível de expectativa, ele traz dentro de si um potencial de frustração. É o que a gente sempre diz: escreva porque você gosta. Primeiro motivo para você escrever é porque aquilo te dá prazer porque você se sente bem escrevendo, porque é uma forma de você se expressar. Se você puser outros objetivos você corre o risco de ficar frustrado e não se satisfazer mais. Eu escrevo porque quero fazer sucesso, e se você não fizer sucesso? Todo tempo que você gastou escrevendo vai ser tempo gasto. Por você não ter alcançado seu objetivo, mas isso é como tudo que a gente faz na vida. O objetivo principal porque você faz uma coisa é porque aquilo te dá prazer. Porque você gosta de fazer aquilo, aquilo te preenche, te completa de alguma forma.

Giulia – Se você vai escrever seja o melhor leitor de você mesmo. O bom leitor não é aquele que acha bom tudo que o autor escreve. O bom leitor é aquele que sabe analisar, que sabe criticar, que tem um distanciamento no que está lendo, que consegue analisar e principalmente se divertir. Saiba ler seus próprios livros com o mesmo espírito que você lê os livros que você compra por aí. Seja o seu melhor critico.

Martha – Outra coisa que é importante, escrever na verdade é reescrever. Então tem um chavão já batido que diz que escrever é 10% inspiração e 90% transpiração. Não tenha a ilusão de que o que você escreveu de um jato saiu perfeito. O que a gente escreve deve ser reescrito. Relido N vezes. Reescrito. Você tem que burilar o seu texto. Escolher as palavras vê se aquilo soa bem, vê se é aquilo mesmo que você tá querendo dizer. Se não tem uma maneira melhor de dizer, porque isso que vai trazer a qualidade do seu texto. E um texto bem trabalhado, um texto pensado, não é um texto feito de qualquer forma, aleatório da primeira forma que aparece. Você tem que trabalhar o texto, ler muito, ter cultura, tem que saber sobre o que você está escrevendo, você tem que dominar o assunto. É uma série de cuidados que a gente tem que ter uma série de requisitos que senão você não vai conseguir uma coisa melhor do que todo mundo pode fazer. E para você se satisfazer, você tem que se superar. Você tem que fazer uma coisa que realmente seja diferente

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Entrevista: Luis Eduardo Matta



"Quando o livro é bom, eu esqueço de tudo e não faço mais nada até terminar o livro"
por Louise Duarte

No lançamento do mais novo thriller de Luis Eduardo Matta “O Véu” na livraria Travessa do Shopping Leblon, que contou com um público de mais de quarenta pessoas que mesmo com chuva e trânsito engarrafado não deixaram de comparecer prestigiando o autor na noite de autógrafos.

O conceituado escritor de thrillers brasileiros com ascendência libanesa conversou com a Digital Rio e contou como começou sua carreira de escritor e qual é a sua influência na hora de escrever seus livros.


Digital Rio: Há quanto tempo é escritor e como começou a escrever?


Comecei a escrever aos 17 anos em 1992, depois de assistir uma entrevista do Jorge Amado e Zélia Gattai no programa do Jô Soares. E eu resolvi naquele momento que ia escrever. Eu era fã do Jorge Amado e leitor dos livros dele, achei sua postura muito simpática, pois era um homem que era além de ser um grande escritor era ao mesmo tempo muito simples. E eu de início tive uma certa ilusão de que era uma coisa fácil você ficar em casa, escrevendo e tal. Logo eu levei um cascudo percebendo que não era algo assim, é extremamente difícil, mas conclui aquele primeiro livro (Conexão Beirute-Teeran) que foi publicado no ano seguinte. Eu estava com 18 anos quando ele saiu e foi um livro muito importante na minha vida porque eu descobri a paixão pela escrita e também uma forma de extravasar meus bons fantasmas interiores.


Digital Rio: Fale um pouco do seu Histórico como escritor, os livros que lançou até agora.

Lancei o meu primeiro livro “Conexão Beirute Teeran”; todos os meus livros são thrillers. Thriller é a ficção de suspense. Meu primeiro livro saiu em 1993 e depois eu fiquei nove anos sem publicar. Meu segundo livro só saiu em 2002 e se chamou “Ira Implacável”. Esses nove anos sem publicar foram importantes porque eu pude me desenvolver como pessoa e também porque eu tive muita dificuldade de voltar a publicar, até que uma editora se dispusesse a publicar meus livros. Eu perdi as contas de quantas se recusaram, seguramente, mais de trinta vezes. “Ira Implacável” teve uma boa repercussão na época e me abriu um caminho precioso e eu pude continuar publicando meus outros livros. Em 2005, eu publiquei “120 horas”, que até hoje recebo cartas de fãs elogiando o livro e a vilã principal da história tem até fã clube na internet. Depois de “120 horas”, eu dei um tempo para produção de ficção adulta, porque eu comecei a publicar ficção juvenil. Thrillers juvenis que tinham a ver com a minha preocupação com a formação de leitores nas escolas, pois eu acho que o futuro do Brasil está na leitura, e como eu sou um entusiasta da leitura, e sou alguém que vê um livro como uma atividade extremamente acessível a todo mundo. Não acho que o livro seja só para eleitos, todo mundo pode ler e por conta disso comecei a publicar thrillers juvenis. Acho que o thriller é um bom gênero para iniciar leitores. “Morte no Colégio”, saiu pela Coleção Vagalume da Editora Ática, também publiquei “Roubo no Passo Imperial” e depois de publicar esses livros, resolvi voltar para a ficção adulta. Então recomecei os thrillers adultos agora com “O Véu” que é o meu sétimo livro que está saindo agora no final de 2009.


Digital Rio: Por que o gênero thriller o interessa tanto?

Eu sou fascinado por ficção de mistério desde os oito anos de idade quando eu assisti a uma novela chamada “Champanhe” e tinha um mistério na novela. O pessoal lá de casa começou a perceber que eu gostava desse tipo de ficção e me levava para ver filmes, depois eu comecei a ler livros juvenis de mistério: João Carlos Marinho, João Carlos Reis e depois eu passei para a Agatha Christie que foi a minha porta de entrada para a ficção adulta. Depois comecei a ler outros tipos de literatura como Jorge Amado, Fernando Sabino e outros escritores, e me tornei um autor eclético, mas eu tenho uma preferência por literatura de mistério. Quando o thriller é bom, eu esqueço tudo e não faço mais nada até terminar o livro.


Digital Rio: Quais seus livros e autores favoritos?

Gosto muito de Agatha Christie na literatura policial, gosto muito de um livro chamado “Analista” de um autor americano chamado John Katzenbach, Dostoievski, Jorge Amado, Fernando Sabino,  Graciliano Ramos, Lima Barreto.


Digital Rio: Fale um pouco do seu novo livro “O Véu”

É um thriller cujo centro da trama é um quadro de uma mulher muçulmana seminua. Esse quadro guarda um segredo terrível que pode mudar o mundo e é também a saga de três mulheres que vivem dilemas distintos e acabam se cruzando no meio da trama. E o mistério desse quadro, tem a ver com a crise política que implode no Irã no mês das eleições presidenciais de 2009. E os dois fatos (o mistério do quadro e a Crise no Irão estão ligados), desembocando uma conspiração terrível que está oculta na trama.


Digital Rio: Você tem planos para o futuro?

Terminei um livro juvenil agora, e estou começando outro, e estou finalizando um livro que era para ser um drama e acabou virando thriller. Já estou nas páginas finais.


Digital Rio:Como é o seu processo de escrever? O que te inspira?

A realidade. A vida das outras pessoas, as noticias que saem no jornal. Me inspiro mais na realidade e nas noticias de imprensa do que na própria literatura.



Digital Rio: Tendo ascendência Libanesa por parte de pai, como é que você sempre transpõe isso para os seus livros?

O Oriente Médio de um modo geral me interessa e já cruzou fronteiras do Líbano. Eu tive pouco contato com a família do meu pai e eu vi uma reportagem na TV sobre a guerra do Oriente Médio, e várias entrevistas foram feitas. Eu senti uma identificação. Foi um início de uma forma de resgatar esse meu lado que eu não tinha tanto contato, mas em um determinado momento aquilo virou um interesse porque a região é muito fascinante, é complexa, é uma região cheia de contradições, choque de civilizações, guerras racionais... Eu gosto de coisas contraditórias de uma maneira geral e eu gosto de escrever o Oriente Médio para quebrar os estereótipos que a gente tem sobre os povos que habitam lá.


Digital Rio: Você tem algum conselho para jovens escritores?

Tem que ser persistente, tem que gostar de escrever, ter auto crítica e respeitem seus colegas escritores. Não deixem o sucesso (ou o fracasso) subir a cabeça. Sejam humildes.




O autor com a equipe da Digital Rio, Anny Lucard e Louise Duarte no lançamento do livro "O Véu" na livraria Travessa do Shopping do Leblon.


Reportagem: Louise Duarte
Fotos: Anny Lucard